Gear Talk

boss me8  Será que pedaleiras antigas são totalmente ultrapassadas? 

Como todo bom guitarrista, me pego várias vezes na luta para achar o set up ideal. Será que existe isso? Quanto mais eu vejo vídeos e Rig Rundows (Premier guita), vejo o quanto é difícil manter essa brincadeira. Os caras tem acesso aos melhores equipamentos disponíveis no mercado e mesmo assim vivem substituindo e remodelando o seus set ups.

Então para nós, meros mortais com uma renda normal, tendo que achar o que melhor se adapta ao estilo, ao tipo de gig, como fazemos?

Depois de muito tempo tocando com as pedaleiras mais novas do mercado (Pod HD 500, Boos GT 8, Digitech RP-500), fui obrigado a fazer um downgrade absurdo no meu set up. Por questões que não valem a pena mencionar, vendi quase tudo para poder resolver uma pendência financeira e começar praticamente do zero. E como isso acontece né? É só dar uma olhada nos sites de compra e venda de equipamentos, ML e outras mídias do tipo que a gente se depara com muitas pessoas vendendo seus “brinquedos” por motivos financeiros.

Então qual foi a saída? Procurando por equipamentos, fui lembrando de coisas que tive no passado. E coisas que tinha uma identificação muito grande. Uma das primeiras pedaleiras que me lembro, é a ME-8 da BOSS. Me lembro quando em 96 meu tio comprou a dele. Nossa, como aquilo era revolucionário para mim. Eu olhava com aquela cara de: “um dia eu terei uma dessa”. Mas quando chegou minha hora de começar a comprar as coisas, ela já era considerada ultrapassada. Então meus olhos ficaram totalmente voltados para as maravilhas que o mercado disponibilizava. E tudo era muito fora do meu cacife! GT-6, POD, GNX, tudo era muito caro para mim. Acabou que aos poucos eu fui comprando uns pedais e montando um set para mim. Só que veio o primeiro problema. Enquanto eu fazia só uma gig de rock, era fácil. Dois drives e um delay resolviam o meu problema. Ainda mais que  o som era meio grunge. Então resolvia fácil. Só que eu embarquei seriamente na música e comecei a me profissionalizar e tocar com outras pessoas. Daí surgiu a necessidade de ter um set up  mais versátil, uma guitarra mais versátil, um amp mais versátil. Considerando que ná época (2004 mais ou menos), o assunto simulação ligada em linha ao vivo era meio intocado ainda. Quase ninguém usava. Tanto que a meteoro lançou um combo só com um power amp valvulado para se usar com um POD ou Vamp. Nesse momento então fiz o meu primeiro rolo, outra arte muito dominada por aqueles que não tem grana e querem equipos diferentes. Troquei tudo por uma ME-50 da Boss. Cara, como eu fiquei feliz. E como existiam possibilidades, tantas que tinha dificuldades de montar meus timbres pela vasta gama de opções. Então quando precisei buscar uma opção, foi minha primeira opção.

Mas procurando por elas disponíveis, achei o preço caro. E como toco em uma banda de baile, achei que 3 presets só não iriam me ajudar em muita coisa. Continuei a procura. Acabei achando uma ME-8 num preço maravilhoso. 5 presets, mais o control. Era tudo que eu precisava. Comprei! E ai começa o perrengue.

Como tinha falado, na época que essa pedaleira foi lançada, não se trabalhava com a possibilidade de simulação em linha. Então a primeira vez que fui fazer um show e o técnico me falou: “Não tem amp, todo mundo aqui liga em linha”, eu quase tive um filho. Tocar sem a resposta, o timbre gostoso, influência totalmente na sua criatividade e perfomance. Então ao voltar dessa experiência, eu comecei a pesquisar sobre a pedaleira, sobre “direct box” que tinham simulador de caixa, e descobri que ela tem uma simulação de caixa. Duas para ser mais exato, uma de uma caixa pequena e uma grande. Problema resolvido! Só que não. Como a tecnologia ainda não era muito evoluída. Passei muito tempo na equalização para achar um timbre legal. Convincente, mas longe do que eu queria. Então a pedaleira morreu para mim! Também não!!!!!! Eu descobri uma usabilidade para ela, e uma excelente usabilidade para ela.

Processador de efeitos – Eu nunca fiquei satisfeito com os drives dela, ainda mais os mais pesados. E isso me frustrava, por que eu realmente gostava dos efeitos. E mais ainda das possibilidades de programação dela. Então comprei um pedal de drive que me atendia. E comecei a usar no loop para pedal de drive. Cara! A bicha fala! Se você usar com os seus drives favoritos, só utilizando ela como efeitos! Cara, que maravilha. Comprei a minha por 400,00 reais e gastei mais 250 no drive que eu queria. Com 650,00 reais eu fiz um set up absurdo. Quando levei no primeiro ensaio, a galera pirou com o timbre. E o comentário foi “não é mesma pedaleira”. E era, só foi bem aproveitada agora. Então se você tem um amp que você gosta do drive e ele tem loop de efeitos, ela vai ser maravilhosa para vocês. Você vai ter várias possibilidades de programação. Ou seja, timbre para caralho! E mais, um pedal que seja meio pre amp, tipo o GT 2 da sansamp, ou o Doctor drive, V-twin com a simulação de caixa dela. É bem convincente também. Você pode matar a vontade de ter um pedal desse, que as vezes é sonho de muita gente e com um pouco mais, resolver praticamente todos os seus problemas de efeitos.

Resumindo: Se você precisa de um pedal para fazer 90% do carregamento e barato. Eu investiria fácil nela. Ainda vale muito a pena pelos efeitos. E você ainda economiza pra de repente investir na sua guitarra. Ou numa nova top ou no upgrade da sua!

 

 

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